O primeiro drop, o Chárol, um blend de ervas, frutas e flores, criado ao acaso pensado em uma noite de sono melhor, virou o primeiro experimento da Social Drops e voltou para continuar essa história transformando um momento de descanso em impacto social.
Conteúdo
- 1. O chá que nasceu por acaso para gerar impacto social
- 2. O Chárol segunda edição
- 3. A origem de tudo
- 4. O chá da Carol
- 5. Quando o Chárol e a Drops se cruzaram
- 6. A primeira gota: o Drop Chárol
- 7. Sucesso de vendas antes mesmo de sair do papel
- 8. O sucesso, o caos e o resultado final
- 9. O retorno do Chárol
- 10. Chárol Segunda Edição
- 11. A causa indígena: Aldeia Guarani do Rio Silveira
- 12. Como o Chárol impacta essa causa
- 13. Poesia Elementos Drops
O chá que nasceu por acaso para gerar impacto social
O Chárol não nasceu de uma pesquisa de mercado, de uma reunião de branding, de uma consultoria ou de uma grande estratégia. Ele surgiu por acaso e como uma oportunidade ao estilo “tempestade perfeita”.
Começou com um chá para ajudar com a falta de sono em uma noite difícil de fim de semestre escolar, virou assunto entre amigos e familiares, foi batizado a partir de um apelido sem nenhum trabalho de naming ou branding e transformou-se no primeiro experimento prático daquilo que viria a se tornar a Social Drops.
Diferente do que as publicidades gostam de divulgar, o projeto piloto foi caótico, cheio de erros, acertos e aprendizados, mas superados os desafios, o sucesso foi alcançado, o impacto social foi gerado e agora ele está de volta em uma segunda edição. Um chá que começou sem pretensões virou prova de que existe outra forma de fazer negócio.
Hoje, o Chárol evoluiu para um blend artesanal de ervas, flores e frutas pensado para transformar o preparo de uma infusão em um pequeno ritual de desaceleração e respiro.
O Chárol segunda edição
Essa segunda edição do Chárol nasce de todo aprendizado e experiência adquiridos com o experimento piloto.
A receita foi aprimorada, suavizada e reformulada para criar uma experiência mais equilibrada e agradável aos sentidos, mantendo a essência que tornou o Chárol especial desde o início: ser uma infusão que proporciona um momento de respiro, relaxamento e desaceleração do nosso dia agitado, suave com você e intenso em seu objetivo de gerar impacto social positivo.
O Chárol é feito a partir da harmonização de sete ingredientes:
- Camomila;
- Capim-cidreira (também conhecido como capim-limão ou capim-santo);
- Maçã;
- Erva-doce;
- Folhas de maracujá;
- Maracujá;
- Lavanda.
É um chá para ser preparado sem pressa, uma pequena interrupção como um sinal de que esteja na hora de deixar o dia terminar e dar boas-vindas a um sono reparador.
Mas ser um chá premium que proporciona uma experiência agradável não é o que define o Chárol. Ele vai além como um produto único.
A origem de tudo
A história tem início antes do produto e da Drops.
Tudo começou com um experimento que surgiu como uma oportunidade.
Após mais de um ano envolvidos em estudos, pesquisa e fotografia de comunidades e povos indígenas para o projeto editorial do livro Guardiões da Floresta de Carolina Micheluci Garçon, nós, Carol e eu, Rapha, construímos uma grande amizade com o Pajé Serginho (Karai Tataendy) e a comunidade da Aldeia Guarani Rio Silveira localizada na região da Boracéia, no litoral de São Paulo.
Em nosso trabalho para o livro, mergulhamos no universo e cosmologia indígenas e pudemos sentir na pele as dificuldades que os povos originários enfrentam diariamente. Dessa forma, nos propusemos a tentar ajudá-los com doações sempre que conseguíssemos, mas isso era insuficiente.
Essa relação acabaria por se encontrar, depois de algum tempo, com outra história aparentemente sem relação alguma: a história de um chá em uma noite difícil de domingo.










O chá da Carol
Era fim de ano letivo. Para a Carol, que além de escritora é bibliotecária, esse período costuma ser um momento mais desgastante e intenso. Ela tentava encerrar as pendências na escola ao mesmo tempo em que precisava avançar na produção de seu livro.
Em um domingo, tarde da noite, Carol estava exausta, mas agitada e sem conseguir dormir. Me pediu para preparar um chá que pudesse ajudá-la a dormir bem e encarar as últimas semanas de aula.
Na época, eu estudava sobre aromaterapia, ervas medicinais e fitoterapia, então peguei uma dezena de ervas, fiz o preparo e entreguei para ela. Sucesso! Ela dormiu feito criança e acordou sentindo-se renovada.
Até aí a história poderia ter tido seu fim aqui, mas a notícia sobre o chá “milagroso” da Carol se espalhou no trabalho dela, entre nossos amigos e familiares que pediam para experimentar. Fiz mais um pouco e demos para algumas pessoas, mas os pedidos não paravam de chegar e o chá da Carol acabou ganhando um apelido, Chá…rol.
E assim, sem grandes brainstormings, estratégias de branding e naming ou apresentação de PowerPoint, estava batizado o tal chá.
Quando o Chárol e a Drops se cruzaram
Nessa mesma época começavam a ser trabalhadas as bases e a tese que resultariam na Social Drops e uma versão embrionária da empresa.
E é aí que ocorre a tempestade perfeita, a oportunidade que não podemos deixar passar: transformar o Chárol em um produto da Drops tendo a aldeia Guarani Rio Silveiras como a causa-alvo!
A primeira gota: o Drop Chárol
Dessa forma, o Chárol se tornava o primeiro drop piloto da empresa, a primeira gota.
Nesse piloto, o objetivo não foi apenas ajudar a aldeia, mas inseri-la no processo de produção. Então, o Serginho acabou se tornando o fornecedor de algumas das ervas do Chárol.
Empolgado, resolvi fazer o que qualquer pessoa sensata aconselharia uma empresa que ainda nem testou seu modelo de negócio a não fazer: complicar tudo.
O Chárol piloto tinha uma fórmula extremamente complexa, com 16 ervas e foi desenvolvido como 2 kits artesanais seguindo o chamado modelo ASAP – As Sustainable As Possible, ou “o mais sustentável possível”, onde tudo era produto, ou seja, embalagens e demais materiais foram pensados para não serem descartáveis, mas reutilizáveis para além de suas funções originais.
Os kits eram bonitos, um produto digno de unboxing que qualquer pessoa gostaria de ter. Cheio de intenção, carinho, artesanal e extremamente exclusivo já que foram produzidos ao todo apenas 50 kits. Mas era operacionalmente muito mais complexo e custoso do que podia imaginar.









Sucesso de vendas antes mesmo de sair do papel
Antes mesmo de produzir um único Chárol ou de tirar fotos do produto, tudo já havia sido vendido! Um sucesso absoluto de vendas. Todos os kits foram vendidos em pré-venda apenas por boca a boca entre as pessoas próximas a nós. Depois ainda foram vendidos dez refis do kit, que havia sido produzido como margem.
Como validação de interesse e qualidade do produto, foi excelente, mas em termos de preparação empresarial, de negócio, nem tanto, pois passada a euforia das vendas veio a parte difícil: produzir e entregar o que foi prometido.
O sucesso, o caos e o resultado final
Com a venda relâmpago não deu tempo para planejar direito o produto, cotar fornecedores, avaliar se o conceito por trás do drop fazia sentido em termos de negócio e se era aplicável na prática. E não era. Foi um pesadelo.
Embalagens e elementos extras dos kits custavam além do esperado e o preço de venda se mostrou equivocado. A ideia era boa, mas só funcionava no papel.
Foi preciso muita ajuda, improvisos e inventividade para superar os desafios para produzir e entregar tudo de forma excepcional, mas foi feito.
Todos que compraram receberam seus produtos e ficaram extremamente satisfeitos. O Chárol teve ótima aceitação e a comunidade do Rio Silveiras recebeu uma renda incremental de R$250 que não existiria sem o projeto. Sendo assim, o piloto foi um grande sucesso.
Apesar do projeto terminar praticamente sem lucro, a tese por trás da Drops e do experimento foi validada mesmo que precisando de ajustes.
O retorno do Chárol
Depois do projeto piloto, a pergunta continuou chegando: “Não vai mais ter Chárol?”. E por um tempo a resposta era não, mas hoje isso mudou.
Essa segunda edição marca não apenas o retorno do Chárol, mas um novo capítulo da própria Social Drops que volta ao produto original aplicando os ensinamentos do piloto e marca o nascimento definitivo de um novo modelo de negócio, mais sustentável, social, justo e que enxerga no poder do coletivo a forma para construirmos um mundo melhor para todos, não só para poucos.
O Chárol segunda edição teve sua fórmula simplificada e melhorada, mantendo o aspecto artesanal, premium e exclusivo, preservando-se a essência: criar uma experiência agradável e relaxante para quem o consome e impacto positivo na sociedade.



Chárol Segunda Edição
Causa Econômica
R$ 67,00
Total vendido: 32
Restante: 20
A causa indígena: Aldeia Guarani do Rio Silveira
Como dito ao longo dessa página, a relação com a causa indígena e as comunidades, em especial a Guarani do Rio Silveiras, precede o Chárol e vai além.
O Brasil possui uma enorme população indígena, cerca de pouco mais de 1.6 milhão de pessoas, de acordo com o IBGE, muito inferior aos 10 milhões espalhados por todo o nosso território à época da invasão portuguesa em 1500. População esta que, passados mais de 520 anos, ainda resiste à invasão estrangeira e continuam em guerra, não mais como nas primeiras centenas de anos, mas a partir de uma guerra estruturada na violência simbólica. Os indígenas enfrentam dificuldades relacionadas à preservação de seus territórios, manutenção de suas culturas e idioma, geração de renda, infraestrutura e acesso a diferentes formas de assistência.
Ao longo de todo o período estudando os povos indígenas, tornou-se evidente a situação de vulnerabilidade e descaso público em que se encontram, assim como toda a opressão e marginalização que sofrem além da ignorância e estereotipização que recebem por parte de nós, não-indígenas.
Quanto mais próximas as comunidades estão das regiões urbanas, mais visível se torna a contradição difícil de ignorar. Eles estão perto de nós, mas continuam distantes dos recursos de que dispomos. A nossa Constituição ainda não chegou à essa parcela de nossa população.

























No Rio Silveira, o Serginho, Pajé e líder de uma das 5 comunidades da região, aplica seu conhecimento sobre ervas, plantas e práticas ancestrais de forma cotidiana ocupando o espaço deixado pelo poder público que não é capaz de garantir saúde como direito universal à estas pessoas, por exemplo.
Já a geração de renda acontece de diversas formas inconstantes e imprevisíveis: pelo trabalho realizado fora da aldeia, pela comercialização de artesanato, pelas atividades oferecidas aos visitantes e também através de contribuições e doações.
Conversando com o Serginho, pudemos constatar que as necessidades são profundas e vão além do aspecto econômico. Eles não conseguem mais viver exclusivamente da floresta como nós, falsamente, costumamos acreditar devido à poluição e à devastação da floresta somado à falta de recursos. Diariamente precisam realizar ronda pelo território recolhendo animais abatidos, por diversão, pelos moradores da região ao entorno ao ponto de, inspirados no livro da Carol, terem fundado o grupo Guardiões da Floresta com a função de realizar essa guarda com direito a um drone doado que auxilia na patrulha das matas. Mas o maior problema relatado foi o que envolve a saúde mental dos jovens indígenas que entram em uma crise existencial por conta das contradições e relação com a sociedade não-indígena com resultados devastadores: suícidio. Em uma das vezes que fomos à aldeia, o Serginho relatou 3 jovens abaixo dos 12 anos que, em duas semanas, haviam sido encontrados pendurados em árvores já sem vida.
Isso estabelece um quadro de carência extrema, tanto material quanto de algo que não nos atemos e que é de fundamental importância na existência de qualquer indivíduo, carência de humanidade. O indígena, infelizmente, ainda não é enxergado como igual, como um ser humano em nossa sociedade. Ao contrário, é estigmatizado e tratado como um bicho antropomorfizado, uma “atração exótica” que existe apenas como uma relíquia viva do passado, sem reconhecimento, sem valorização, sem direitos, sem garantias e “estranha”, digna de entreter nossa curiosidade, mas nada além.
Ao indígena, não basta caridade, doações, ajudas, pois a necessidade é basilar, é existencial, é a necessidade de pertencer e nós como sociedade brasileira, temos ainda uma estrada enorme para percorrer nessa direção.
O Chárol não resolve a questão indígena, mas tenta ser um passinho nessa caminhada.
Como o Chárol impacta essa causa
Na compra do Chárol, cada unidade reverte R$ 7,00 para a comunidade Guarani do Rio Silveiras, ou seja, quanto mais o Chárol for vendido, mais impacto social o drop irá gerar.
Isso por si só já é excelente, mas não basta. A Drops quer ir além, quer romper paradigmas. Então o impacto do Chárol não termina aí. A Social Drops trabalha com socialização dos lucros, então, além desse valor, uma parcela dos lucros da empresa também serão destinados à causa.
O Chárol é uma pequena pausa no dia para quem deseja desacelerar. Uma pequena contribuição para quem precisa. Uma gota de transformação do consumo, um mecanismo de geração de valor e impacto social.
Chárol 2ª edição. Um drop Social Drops.

Poesia Elementos Drops
por Carolina Micheluci
Na confluência do AR
O sopro envolve
Absorve
Leva poeira ruim
Reza forte
A força de uma brisa
Energia espalha. Aroma positivo
Vento presente em mim
Suspiro, falta de ar
Arrepio
Me envolve no significado mágico do momento
Elemento
A ÁGUA imunda, em ondas
Na força, arrebentação
Irriga o que falta, encharca
O líquido pulsa
Ferve e me ergue na energia
Ânimo
O alento da disposição
Submerjo. Exaustão
Sinto então a TERRA
Sua força viva
Ativa a vida
Umidade
Segurança do terreno firme
Posso pisar, calçar
Ocre, terroso
Arenoso que se move
Engole
Nas profundezas do meu íntimo
Espaço apertado
Vasto do infinito
Respiro, puxo o ar
Escalo raízes, engulo sementes
Amplio a força que preciso para seguir
Então, quente
Latente, ferve em borbulhas de soluços
Cores fortes, aquecidas
Abafado, suor, calor
Escorre
Tempo picante que arde
FOGO latejante
Queima inflamado
Brilho intenso apagado ao pó
Cinza, escuro, frio
Sobras do intenso profundo
Agora, temperado, passado
Sopro lembranças no ar
Não vou ser quem fui
Deixar ir
Para não reviver o novo ruim sem fim
Retorno cíclico ao elemento dependente da vida
Energia em movimento que não precisa de mim
Agora, completo, rudimentar na existência
Junção dos elementos principais
Essenciais. Individuais.



